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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Sempre preparadas ♥

No jornalismo eu já aprendi que as generalizações devem passar bem longe do texto, mas peço licença ao manual para dizer que a maioria das mulheres – cada uma dentro do seu estilo – gosta de se arrumar e se sentir bonita.

Hoje mesmo conversava com uma amiga sobre o quanto é gostoso entrar em um lugar sabendo que você é vítima dos olhares fulminantes admirados das outras, porque o seu look realmente agradou o espelho.

Só que apesar disso, tem certos dias que nos falta disposição até para levantar da cama, agora imagina ir ao supermercado ou Shopping Center para comprar o presente do aniversário de 1 ano da filha do chefe.

O primeiro pensamento é que vai ser rápido, é terça-feira, 10h da manhã, não acredito que eu vá encontrar alguém conhecido passeando por aqui! Vou de abadá – ok, forcei a barra! Vou com a camisa “Praia do Cumbuco – Fortaleza, CE”. Brinco, gloss, rímel? Hoje? Não, obrigada.

Mas a verdade é que quando você espera não ser vista por ninguém, todo mundo começa a cruzar o seu caminho! É a prima fofoqueira do seu ex, a menina mais bonita da academia, a metida do trabalho, o chefe, o vizinho charmoso, aquela sua amiga que anda sempre phyna por aí e assim a lista cresce.

Não adianta tentar se esconder, sair correndo ou fingir de morta – eles já lhe viram e estão vindo na sua direção com o sorriso bem largo no rosto e junto com eles o arrependimento por não estar usando pelo menos um vestido e havaianas.  

O melhor então é aprender com as situações do passado, evitar o constrangimento e fazer um esforcinho. Penteie os cabelos, sem esquecer ainda do trio parada dura rímel-blush-gloss (ou um dos três). A vida é cheia de surpresas e ninguém sabe o que as próximas 24 horas do dia reservam para você.

E para inspirar a boa vontade, as celebridades que andam bem apresentadas até para jogar o lixo fora de casa. 

Taylor Swift que depois de escurecer os cabelos e do Jack Gyllenhaal ficou enfim mais interessante. 

Olhos mais vivos com rímel, delineador e o blush para acompanhar
Alessandra Ambrosio, Angel, magra e poderosa, sempre elegante.


Gisele Bundchen com seu estilo básico e natural.



Gwen Stefani, musa com seu batom vermelho, saruel e rasteira com o baby 24 horas a tiracolo.



Grazi Massafera com suas calças de cintura alta e o Cauã Raymond do lado.



xoxo,

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O peso da dieta ♥


Plena segunda-feira à noite, depois de uma semana sofrida lutando contra as tentações gastronômicas que apareciam no meu caminho, sou traída dentro de minha própria casa, lugar onde deveria encontrar apoio e acima de tudo, me sentir acolhida. 
Passei um dia tenso evitando doces e carboidratos quando de repente abro a geladeira e me deparo com a prova do crime: uma lata de leite condensado aberta, só com um restinho do cálice sagrado veneno dentro. Logo ao lado, uma tigela de mousse de cupuaçu.  Era demais para minha pessoa lidar com aquilo assim, tão de perto. 
Pensei, hesitei, fechei a porta, dei meia volta, peguei um copo, abri de novo, fiz de conta que pegaria a garrafa de água ou sei lá o que procurava ali. Não resisti, abri o recipiente, olhei, quis cheirar e acho juro que disse para mim mesma que seria só para sentir o gostinho, quando de repente me percebi ensandecida quase sentada no chão, com uma colher na mão e o mousse...  bem, você pode imaginar! 
Agora eu pergunto, por que é tão difícil firmar um compromisso com a perda de peso? Por que eu não consigo encher meu prato de verduras ou dizer não ao doce depois da refeição? E de onde vem essa necessidade louca por brigadeiro que não me deixa em paz? Por que tanto sofrimento na hora de fazer R-E-G-I-M-E e D-I-M-I-N-U-I-R as calorias? 
Interne-me no Eduardo Ribeiro, mas minha relação com a comida é de amor e eu me satisfaço na hora de encher a barriga. Depois vem o remorso e a vontade de matar aquela bitch magra que diz comer de tudo, mas não ganha um quilinho a mais por isso. Não sei o motivo genético ou divino de chupar um pirulito e não conseguir fechar a calça jeans no dia seguinte, mas acontece comigo. 
Não tenho vocação para distúrbios alimentares ou horas de academia. Não tenho um cérebro educado ou que se compadeça na hora de frear os impulsos da gula, mas eu sei que semana de dieta é semana de cara amarrada.
Meu sonho era emagrecer primeiro meu apetite e depois o quadril, conseguir de alguma forma manter o resultado positivo mesmo depois do feriado prolongado e encontrar paz de espírito na hora de encarar uma fatia de bolo de chocolate, sem medo de ser feliz ou de ver a próxima capa da “Boa Forma”. 
Novembro veio com chuva e tentativas de moderação. Escorregadas aqui e ali, mas no final eu preciso conseguir.  
Pronto, desabafei. Pelo menos meus pensamentos estão alguns quilos mais leves.

xoxo,

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

angústia feminina: a hora da depilação ♥


48 horas pode simplesmente não ser tempo o suficiente para a preparação psicológica necessária para aguentar o que está por vir. Trata-se daquele momento triste e depressivo que para muitas ocorre pelo menos de 15 em 15 dias, ou para outras até que a reserva florestal se forme por completo.

De repente: macaca Chita feelings! A situação se tornou insustentável, não dá mais para protelar, é preciso pagar o preço agora. Lá vai você, escolhendo a melhor calcinha para encontrar o carrasco – sua depiladora.

Lá vem Fulana feliz e sorridente com a espátula e a cera pegando fogo quente nas mãos. “Fique a vontade”, diz ela. Como se fosse possível relaxar tendo que se colocar nas posições mais constrangedoras que o próprio Kama Sutra.

Tentativas de enrolar com conversa, saber da semana, conhecer mais da vida uma da outra, criar qualquer tipo de vínculo para acompanhar a intimidade quase forçada.

E então: “vou puxar, hein?”, “não! Espera um pouco, pára aí! Pra que a pressa? Tá, vai, puxa logo”.

Acredito que para cada encontro as sensações são diferentes, mas sempre traumáticas. A primeira e você grita: “MALDITA AMIGA, pra que isso? Quer ficar de souvenir avisa que eu embrulho para presente”.

Depois a situação não melhora, mas enquanto você pensa o motivo de se submeter a isso, a conformidade vai brotando. Mentira, você xinga (mentalmente) até a última geração da pobre moça, que no final das contas não faz mais que seu trabalho. E que trabalho – para poucas!

Hora do “pronto”. Alívio absoluto e “te vejo em algumas semanas (ou meses)”. O pânico inicial acaba sendo compensado pelo resultado, como muitas coisas na rotina feminina. Melhor isso do que desfilar DAQUELE jeito ou pior – ter as canelas chamadas de Rapunzel da laje pelo excesso de blondor acompanhando a moda das cavernas. 

Para fazer bonito no quarto, usar aquele biquíni em busca de um dia de sol ou simplesmente se sentir bem consigo mesma, mulher sofre, paga o preço na pele e no cartão de crédito.

xoxo,

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